Prêmio Mérito Cultural

Enio e eu, em Ituiutaba.

Escrevi alguma coisa sobre não me importar muito com minha cidade natal, há algum tempo. Realmente, pouco dissertava sobre Ituiutaba em minhas obras. Isso mudou quando conheci Enio Eustáquio e uma prova é o meu livro “Abismo poente”, de 2009, que devolve a Ituiutaba a sua importância na minha formação, tanto intelectual quanto moral. Enio, com seu desapego, seu amor pelo triângulo mineiro e pela cultura da região, criou a ALAMI – Academia de Letras, Música e Artes de Ituiutaba e só por isto já entraria para a história. Conseguiu legitimá-la quando buscou o apoio e o reconhecimento da prefeitura e também quando trouxe nomes de peso para ocupar as cadeiras da instituição. Mas não parou por aí – como presidente da ALAMI idealizou o concurso “Contos do Tejuco” e mais tarde um prêmio para resenhas. Em 2009 bolou o “Prêmio Mérito Cultural”, que tem como missão destacar as principais produções culturais de artistas ituiutabanos. O Mérito Cultural premia os livros do ano, ator do ano, músico do ano e assim por diante. É uma APCA local. Então, a surpresa foi que “O livro da carne” foi escolhido como livro de poesia do ano e fui agraciado com o Prêmio Mérito Cultural. A cerimônia de entrega foi no dia 16 de dezembro e eu não pude comparecer. Mas queria abraçar o Enio e fui para Ituiutaba no dia 22, uma semana depois, para me encontrar com ele. Com toda essa história, o que quero dizer é que a ALAMI e seu diretor me resgataram, fizeram renascer em mim o respeito pela minha terra natal e também com que eu resolvesse contar algumas histórias que lá aconteceram. O romance “sol entre noites”, que estou finalizando, traz ainda mais de Ituiutaba para minha literatura. É uma dívida que estou quitando com minhas palavras e com a amizade – espero que sejam boas moedas de troca.