Evolução

O próprio título deste post pode ser pensado como uma crítica ou como um convite ao estudo de alguns livros de Richard Dawkins, também. Mas meu objetivo é um pouco mais humilde, embora, de maneira alguma, queria fazer qualquer tipo de crítica ao que quer que seja. É somente uma reflexão. Sei que não adianta, mesmo com argumentos, tentar mudar a opinião da maior parte das pessoas, no que diz respeito à religião. Quem é religioso continuará a ser religioso e a respeitar seus dogmas, apesar de qualquer prova e quem é ateu, assim seguirá sua vida, no ateísmo.

O interessante é que sempre ouço falar que a igreja não pode mudar suas posições com o passar do tempo e aqui me refiro à igreja católica. Que as leis foram criadas por Deus e que não dependem da época. Só que, se formos pensar direitinho, a religião parece ter superado a escravidão (ficando apenas neste exemplo). Pelo menos não encontramos mais padres professando que é bom que se tenha um escravo no quintal de casa, para ajudar no trabalho. Se não me engano, de vez em quando a igreja até se embrenha em alguma campanha contra a escravidão nos dias atuais (que existe, lógico). Então, por acaso, estava lendo um trecho do Êxodo, que defendia que não devemos cobiçar a mulher do próximo, nem os escravos do próximo. Ora, se a igreja não concorda mais com escravos, só resta dizer que a palavra de Deus foi superada, já que se acredita que a Bíblia foi escrita por homens, inspirados por Deus.

Assim, acompanhei outro dia que o Santo Padre condenou a união Gay, utilizando o mesmo texto sagrado para sustentar seu julgamento. Claro que os homossexuais estão se lixando para o que o Papa professa, mas eu acho que é questão de tempo para a igreja rever seu posicionamento radical (há pouco reviu algo sobre a camisinha, alguém se lembra?). Não serei tão radical quanto Christopher Hitchens, mas estou certo que em alguns anos outros “furos” do livro cairão por terra.