Consumismo

 

O lançamento de “Moenda de silêncios” em BH é neste sábado, não se esqueçam de ir!

Hoje comprei um aparelho eletrônico e, ao ler o manual, me defrontei com uma frase mais ou menos assim: “vida útil deste equipamento: aproximadamente 5 anos, se observados os procedimentos de manutenção etc.” Puxa, eu cresci ouvindo aquela história de durabilidade. Íamos comprar uma panela, um colchão, um sofá e o mantra do vendedor era o mesmo, em qualquer loja: “isso dura pra sempre, senhora”. Aí, em algum momento da história, isso não se tornou uma ambição mais da sociedade: quem quer a mesma geladeira a vida inteira, o mesmo fogão? Só que a coisa foi piorando e hoje os smartphones seguem o exemplo dos carros e mudam de modelo ano a ano. Até aí tudo bem, compra quem quer. Se a pessoa não ceder ao marketing, pode ser que um telefone inteligente desses aí aguente uns oito ou nove anos.

O foda é o tapa na cara, o descarado tapa na cara: daqui a cinco anos, no máximo, você vai ter de comprar outro desse aí e jogar o seu fora. Pô, pode até ser que eu não queira um eletrônico que dure a vida inteira, já estou domesticado mesmo, mas também resistir por só cinco anos é achar que meu dinheiro é capim, não?