Desinformação

Como professor, sei que a coisa mais complicada que existe é dar uma aula ou falar sobre um assunto que não domino. Como ex-resenhista e ex-articulista, eu também sei disso. Então, eu estava lendo o jornal de hoje e me deparei com a seguinte matéria: “Lições de administração com um poeta”. Ora, administrador entender de poesia é coisa rara, fato decisivo para que eu me aventurasse pelo texto, de Rogério Amato:

“Li recentemente um artigo interessante do poeta russo nascido na Geórgia Vladimir Maiakovski.

Ele dizia: ‘Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor, e não dizemos nada. (…)'”

Decidi parar por aí. Para começar, não se trata de um artigo e sim de uma poesia e seu autor não é Maiakóvski e sim Eduardo Alves da Costa. Eduardo caiu numa armadilha: intitulou o conjunto de versos de “No caminho com Maiakóvski” e isso lhe tem gerado inúmeras dores de cabeça. O que é de se estranhar é um jornal do porte da Folha não ter um revisor que sacasse isso e fizesse a correção antes de publicar a matéria.

Erro semelhante ocorreu nos meus tempos de estudante de Letras. Minha turma confeccionou uma camiseta com a poesia, dando sua autoria a Maiakóvski. Quando vieram me oferecer uma, recusei, alegando que quem havia escrito os versos era Eduardo Alves da Costa. Pra quê? Fiz inimigos para o resto da vida.

Mas como é mesmo aquele dito popular? Perco o amigo mas não perco a chance de corrigir um engano?

O poeta Eduardo Alves da Costa

O poeta Eduardo Alves da Costa

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