Educação

Li agora num jornal: “o momento é de desaceleração na economia, e a escola é o primeiro item que a família deixa de pagar.” Há muito o que ponderar sobre a frase. Primeiro, que aparentemente a sociedade até parece achar que a educação tem alguma importância e por isso se mete a matricular os filhos em escolas “de excelência”, pagas, evidentemente. Mas quando a coisa aperta, parece ser mais importante bancar o novo celular, o novo tablet, o novo carro, do que quitar as mensalidades da escola do filho. Daí percebemos que educação virou bem de consumo.

Os pais, a qualquer custo, procuram as melhores instituições. Ensino fundamental e médio, não tem jeito, é pagar uma escola privada de grife. Depois enfiar a prole em uma universidade pública, se a garotada for CDF. Tudo porque ainda existe o sonho de que basta cursar boas escolas para se dar bem na vida.

Hoje há escola para a maioria, mas o modelo ainda é o mesmo do de 1970: educação de qualidade só para a elite. A coletividade interioriza a opressão e arruma um jeitinho de vencer o próximo. Para se ter sucesso, só é preciso se esforçar, quem faz a escola é o aluno. Nossa, quanto senso comum, quanta ignorância. Assim, todos se esquecem que a educação não é um bem, não devendo estar sujeita exclusivamente a leis de mercado. O problema é que são muitos os que prescindem do direito à educação de qualidade.

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