Visceral

Em Ituiutaba, Luiz Vilela me contava do seu novo livro, “Perdição”. O romance está muito bom, forte. Eis um trecho:

 

“Então eu vou te dizer uma coisa em que eu acredito. Aliás, uma coisa  não: dua, duas coisas. Três; três coisas.”

Ele ficou em silêncio, esperando.

“A primeira: eu acredito que a humanidade só vai realmente progredir o dia em que o último deus for enforcado na tripa do último homem que nele crê.”

Ele não disse nada.

“A segunda: esse dia nunca vai chegar.”

“A terceira?”, ele perguntou.

“A terceira? A terceira é que, mesmo que esse dia chegasse, a humanidade não progrediria nada; talvez até piorasse.”

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