Um homem sério

 

Tenho lido muito sobre “Um filme sérvio” – violento, sem história etc. Está chocando meio mundo, segundo dizem, por causa de uma cena de estupro de um recém-nascido. Ainda não vi, mas vou ver em breve, embora ache que seja apelação. Ontem assisti a um filme dos irmãos Coen, “Um homem sério” e gostei muito. Tem uma história maluca, muito mais interessante do que a de “Onde os fracos não têm vez”. Aí pensei que é um filme doido e que só por isso vale a pena. É a história de um judeu, professor de física, pai de dois adolescentes estranhos. O Larry, o tal professor, enquanto tenta ser efetivado por uma universidade, faz exames de rotina e recebe a notícia de que sua esposa está apaixonada por outro cara, um indivíduo que quer ser amigo de todo mundo, inclusive dele. E o pior é que Larry é um sujeito irritante, porque não se revolta, aceita tudo com a calma dos justos, com a calma daqueles que pensam que é necessário sofrer aqui para ter prazer em outro lugar. E com o tempo ele vai provando que tem razão, as coisas começam a se ajeitar, a se resolver, de modo que fica sempre a pergunta: de que adianta espernear quando se está preso à teia e a aranha começa a rondar?

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