Um nome para um livro

A briga por um título

Eu e Ronaldo Cagiano escrevemos há dez anos um livro, que, na época, julgávamos juvenil. De qualquer maneira, o título inicial era “O fio da meada”. Era mais para que a obra tivesse um nome mesmo, pois “fio da meada” não é uma designação brilhante para um livro ou para qualquer coisa. Engavetado, permaneceu sendo chamado assim, quando alguém se recordava dele. No final do ano passado, recebemos uma proposta para editá-lo e, então, praticamente o reescrevemos. Aí faltou um novo título, pois o original nos incomodava. Ronaldo sugeriu: “No coração da moenda”. Interessante, pois consideramos São Paulo, cidade onde se passa a história, uma espécie de máquina de triturar ambições. Mas “coração” acabou virando um clichê, graças ao uso excessivo por parte dos cantores de música sertaneja, principalmente. Abandonamos esse título. Aí eu sugeri: “Moenda em coma.” Depois, repetindo o mantra “moenda em coma” o dia inteiro para meus gatos, cheguei à conclusão que o termo não soava bem. Ronaldo concordou. Fomos brincando: “Tapeçaria de desecontros”, “Mosaico de ruídos”, “Diáspora de silêncios”, mas nada disso funcionou. E-mail para cá, e-mail para lá, decidimos: “Moenda de silêncios”. É este o nome de nosso livro, que será publicado até julho.

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