Vida cachorra

Mariel Reis. Pegue um Rubem Fonseca, adicione um Dalton Trevisan, misture com um pouco dos contemporâneos – Marcelino Freire, João Carrascoza, Nelson de Oliveira, uma pitada de um filósofo aqui, outro acolá e pronto: Vida cachorra. O livro é um petardo, é violência em estado latente. E quando imaginamos que, já já, pode pingar uma gota de sangue dos contos, nos deparamos com o lirismo. Quem imaginava que poderia haver algo de humano nessas narrativas? Mas há. Aliás, só há. Mariel se lambuza de humanidade, chafurda no pior de nós, vasculha nossa monstruosa capacidade de devastação. Não vou fazer uma resenha da obra (um blog talvez não seja espaço para isso e já  não escrevo mais ensaios), só vou recomendar a leitura. O Mariel manda bem. E vai longe.

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