Geração zero zero

Quando fui convidado, nos anos 1990, a participar de uma antologia, imediatamente pensei que seria uma forma de aparecer. Ponderava, então, que era uma maneira de estrear em letra de imprensa. Mais tarde, a partir de 2002, quando foi publicada a primeira edição de “Coreografia de danados”, já tinha uma outra visão a respeito de ser encadernado com outros escritores – era uma chamada, um link, para meu livro. Ou seja: alguém lia meu conto, gostava e ia procurar uma obra minha. Hoje, acho que isso ainda vale, mas imagino que antologia sirva também para catalogar, se não uma geração, pelo menos alguns escritores de uma época. Então, participei dos “contos brasilienses”, organizada por Ronaldo Cagiano, dos “Cem menores contos do século”, de Marcelino Freire e de “Primos”, de Tatiana Salém Levy. Agora faço parte da “Geração zero zero”, que será lançada ano que vem. Depois da matéria um tanto ingênua e superficial da Folha, não é mais segredo: o livro estará nas lojas por volta de abril e trará o selo da Língua Geral. Gostei muito da matéria do jornal, não por apresentar uma discussão decente, mas porque é um bom marketing para os 21 autores. Nem sei se, depois de chegar ao público, gerará algum debate interessante. Mesmo o temível Alcir Pécora chove no molhado – claro, é uma resenha para um pessoal que não está acostumado aos bastidores e às baixarias da literatura brasileira.

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