Operação Litani

Há quase dois anos venho pesquisando sobre a Operação Litani e as cidades do sul do Líbano que sofreram com os conflitos, em 1978. Tudo isso estará em meu novo livro, “sol entre noites”.

Caderno de colagens.

 

 

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Duas imagens

Primeiro gostaria de falar sobre a Primavera dos Livros, que acontecerá em São Paulo no início de novembro. Este ano o evento será um pouco diferente – acontecerá em novo local e com maior quantidade de editoras. Depois vou postar aqui uma foto minha com a Ifinha, que é uma gata que adotamos lá no campus. Acabou de ter quatro filhotes e depois dessa estamos providenciando a castração. Ainda bem que todos os gatinhos já têm donos. É duro encontrar bichos mortos por aí, pelas ruas da cidade.

Eu e a gata Ifinha, ontem.

Primavera dos livros, em São Paulo.

Aniversários

Feliz aniversário!

Hoje meus dois irmãos fazem aniversário. Parabéns a ambos. Parece que há mais pessoas aniversariando em outubro e novembro. Ficaria feliz se alguém se dispusesse a realizar esta pesquisa algum dia. Por falar em pesquisa, não costumo ficar comentando a respeito de política e eleições. Mas vou abrir uma exceção: depois do pleito de 31 de outubro vou cancelar a minha assinatura da Folha. O jornal ultrapassou todos os limites de ética. Isso não tem nada a ver com minha opção de voto, o fato é que fiquei de saco cheio de ler todo dia uma notícia tentando levar um dos candidatos para o buraco. Enquanto sobre o outro: nada. Nada vezes nada. Ou de vez em quando um elogio suspeito. Perdi a confiança, não vou ajudar a sustentar esse tipo de jornalismo. O ruim é: como farei para obter informações? Isto é, Estadão não dá. Já fui assinante e me arrependi. Folha idem. Os jornais do Rio: nem pensar. Os de Minas Gerais, não sei, não digo nem que sim nem que não. Vou assinar o quê? Talvez o “A tarde” seja uma boa opção, mas acho que as notícias veiculadas lá fogem um pouco à minha realidade. Eu não sei, parece que quando leio o “Le monde” ou o “New York Times” estou mais perto da informação do que quando leio os periódicos tupiniquins. Se a publicação é de “esquerda”, a capa é sempre um escândalo envolvendo a “direita”. E vice-versa. Tipo assim: vou produzir a informação que o meu leitor deseja. O meu leitor, entende? O leitor não é mais imparcial, o leitor deseja ler uma notícia que corrobore sua visão dos fatos. Mesmo que seja uma visão distorcida.

Ladrões

Ladrões de bicicleta

 

A primeira vez que vi “Ladrões de bicicleta” (Ladri di biciclette, 1948) foi com meu irmão e eu não tinha maturidade o bastante para ficar indignado com o que quer que fosse. Então revi o filme semana passada. Há uma cena, em que Antonio Ricci, o pai desempregado há anos dá um tapa na cara de seu filho, Bruno Ricci, que me deixou transtornado. Às vezes a gente quer transformar isso aqui num troço palatável, mas um tapa é um tapa e nós inoculamos uma morbidez beligerante em tudo que tocamos. Tenho lido o livro Pity the Nation e trabalhar com engenharia é muito cansativo – ter de publicar artigo é um negócio exaustivo. Ainda tem esse maldito curso de Pedagogia. Agora eu queria ver “Tropa de elite 2”, será que é tudo isso mesmo? Amanhã tenho estágio – a única coisa boa de acordar 5 da manhã é ver aquelas crianças. Estou trabalhando no conto “xiv” – preciso terminar o livro “sol entre noites” até fevereiro. Mais três contos e dá tudo certo.

Quinta, sexta

Sol.

Meu cunhado faleceu semana passada. Esse negócio de morte sempre deixa um rastro. E, no meio dessa tragédia anunciada, eu mergulhei no meu novo livro. Submergi mesmo, o que é uma coisa boa. O efeito colateral é que quando eu faço isso acabo deixando o resto pra trás. Aí quando o Celso de Alencar me fez o convite pra Quinta Poética, eu aceitei. É como retornar, essa obrigação de voltar à tona. Antes, marquei com meu editor, Alonso. Ficamos batendo papo num Fran’s durante quase quatro horas. É bom ouvir um cara desse naipe. Depois fui recitar uma poesia inédita, mas acho que não levo muito jeito pra esse negócio de ler em público o que eu escrevo. Embora haja uma obrigação: tudo o que sai da minha pena, leio para minha esposa. É um exercício interessante. Aliás, vai uma dica: se você não está conseguindo ir adiante com uma obra, tente lê-la em voz alta. Aí fiquei lendo, lendo, lendo. Outra dica? Kenneth Cook – Sobressalto. (Ele é australiano). Fui forçado a abrir uma Superinteressante. Nossa, é como um passatempo mesmo – fechar e esquecer. Aí fiquei sabendo que tem jogador no Brasil que ganha quase dois milhões de reais. Acho que chegou a um patamar insustentável, a menos que o torcedor não fique chateado por ter de pagar tio uns 400 reais por ingresso. A conta não fecha. Tudo bem, sempre tem um torcedor mecenas, mas isso também não vai ser para sempre. E pagar 400 reais para quê? Para ver um marmanjo judiar de uma bola. Vou colocando uns trechos do meu novo conto no Facebook. Resolvi que “Sol entre noites” vai ser um negócio mais acessível, porque acho que Borges tem razão. O melhor de Joyce não foi o Ulisses. Ulisses foi quase um ensaio, um ensaio magnífico, mas parece que o pesquisador agarrou o escritor pelo pescoço e o sufocou.