Flip

O mesmo escritor que afirmou que o interior é para vacas foi visto em seu Salmanmóvel (obrigado, Luciano!) indo para um safári com o seu mascote de treze anos a tiracolo. Ele parecia mais feliz por estar com o bichinho. Mas não sou tão otimista a ponto de inserir minha mão no fogo por isso. A Flip está estranha. A mesa mais concorrida foi a do Crumb. É um cara chato, como todos podem imaginar. Eu penso que ele não devia ter cedido às pressões da esposa, pois seria muito melhor se ficasse em casa. Carregar tamanha rabugice deve ser um troço complicado. Yehosuha foi uma decepção, embora sua obra continue magistral para mim. Encontrar Azar Nafisi na calçada, com ninguém por perto importunando, foi uma experiência interessante. Só posso dizer que é uma grande mulher. Voltando ao Crumb: sua apresentação foi uma piada. O cara é todo calculado, faz brincadeiras pensadas em casa e é um grande chato. É o mito que participa dos eventos literários, não um desenhista. A FLIP está muito esquisita mesmo: FHC, Lou Reed (que graças a Deus não veio), Yehoshua com seus três seguranças, Crumb, Salman Rushdie… Onde estão Le Clézio e Herta Müeller? Será que a FLIP não consegue trazer mais escritores? Depois, que tal chamar um Nobel de Física, de Química? Se a coisa está diversificando, acredito que isso também seja literatura. Destaque para o despreparo e truculência daqueles laranjinhas que ficam vigiando as mesas. Tratam escritores como popstars, uma coisa esquisita. Vira e mexe estão falando em chamar a polícia. Deviam colocar gente mais qualificada. Eu vou para Paraty porque sempre encontro algum escritor pelas ruas.

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2 comentários sobre “Flip

    • porque após um debate empolgado com a azar nafisi (em que em alguns momentos mostrou ser irredutível em alguns assuntos, principalmente no que diz respeito ao moralismo), após defender a liberdade, o humanismo, ele não deixou ninguém se aproximar dele. isto é, saiu para tudo quanto é lado com três seguranças a tiracolo, como se aprovasse o estereótipo de um Brasil violento e precário. e não sei como Paraty pode ser violenta ou como alguém poderia importuná-lo lá. resumindo: havia estrelas demais, literatura de menos.

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