Feiras

A feira do dia

Lembro-me de ter ido a uma Bienal do Livro há muitos anos. Como na época estava empolgado com a literatura francesa contemporânea, resolvi ir a uma mesa em que estariam debatendo Michel Quint, Antônio Torres e Plínio Cabral. Meu interesse era na obra recém-lançada “Jardins assustadores”, do Quint. Depois de falarem sobre si e sobre suas obras, os escritores abrem para perguntas e surge um garoto de uns 17, 18 anos, pedindo a palavra. Faz uma propaganda do seu livro, que tinha como título algo parecido com “A história do anjo” e trazia sua foto na capa. Era uma autobiografia, revelara. Queria mais espaço na mídia, pois escrevera uma obra-prima. Mal estar geral, lógico. Só para dizer que propagandas, autopromoção, perguntas nada interessantes, não são privilégio de feiras do interior.

Nesta Feira do Livro de Ribeirão Preto, algo interessante: escritores assistindo a palestras de colegas. Assim, entre a plateia vi Luiz Ruffato e Cristóvão Tezza, em diferentes eventos. As feiras vão se multiplicando país afora e o interesse pela literatura parece aumentar, como defendeu ontem Adriana Lisboa. Mas isso não quer dizer que bons escritores estejam vendendo mais – ontem testemunhei apenas umas quatro ou cinco pessoas na fila de autógrafos de Lisboa. O livro no Brasil é um objeto muito caro – 38 reais por um romance de duzentas páginas é meio puxado.

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