Festival da Mantiqueira

Cachoeira dos Pretos

Fomos, eu e Ana, para São Francisco Xavier novamente. Este ano, via Joanópolis, uma pequena cidade a quarenta quilômetros do nosso destino. Para quem gosta de natureza, é um caminho atraente. Passamos pela Cachoeira dos Pretos, maravilhosa. O porém é a estrada: de terra, travessia demorada. O melhor continua a ser o trajeto por São José dos Campos. Dois dias de literatura, estava com saudade do ar vaidoso dos escritores. Mas Osvaldo Rodrigues não é assim. Principalmente porque é nosso amigo. A melhor palestra da viagem foi a dele. Narrou-nos seu encontro com Ferreira Gullar nos anos 80. Acho que foi realmente nos anos 80. Minha memória não existe para datas e para nomes. Naquela época, lera um poema do maranhense e ficara tão impressionado que, com o livro ainda na mão, sem mala, sem cuia, corre para a rodoviária e segue para o Rio de Janeiro. Chegando lá, toma um coletivo para a livraria José Olympio, pois precisa do endereço do poeta. Consegue o telefone da redação do Jornal do Brasil: seria recebido no final da tarde. Conversam durante algumas horas e, ao se despedir, Gullar lamenta não poder manter contato com Osvaldo. Passava por problemas familiares. Sobre estas questões, o próprio José Ribamar Ferreira dissertou durante sua fala no Festival: dois filhos esquizofrênicos. Ouvir a história do poeta Osvaldo Rodrigues foi mais interessante do que acompanhar o maranhense contar da sua amizade com José Sarney.

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