Botecos

O que você faria?

Quando adolescente participava de um ritual, que hoje não sei se ainda existe. Todo sábado, algumas sextas e raros domingos, descíamos, eu e meu amigo libanês para o centro de Ituiutaba. Éramos muito novos, quinze, dezesseis anos, nossos pais não nos davam mesadas e se quiséssemos acompanhar o movimento da cidade, só tínhamos esta opção: permanecer de pé durante quatro ou cinco horas, conversando e observando as pessoas da calçada de frente para o boteco da vez. Os que chegavam cedo e conseguiam uma mesa geralmente consumiam dois ou três refrigerantes a noite inteira. Por isso a rotatividade desses bares era grande – casa cheia, mas pouca receita. Abria um, fechava outro e assim a vida útil dos estabelecimentos girava em torno de seis meses. Hoje não vejo muito isso por aí, parece que os jovens ganham mesadas mais polpudas e não precisam sair de casa jantados – podem comer fora.

Sessão filme: recomendo, por enquanto, “O que você faria?” (El método, Espanha, Argentina, Itália, 2005). Muito intrigante e engraçado. Sete executivos disputam uma vaga em uma grande empresa, que usa um enigmático Método Grönholm para selecionar seus candidatos. As quase duas horas do filme se passam  em uma sala (a menos de um ou outro trecho), onde cada um dos sete candidatos está de frente para um computador. Eles têm de passar por várias tarefas, cada uma delas elimina um concorrente. A primeira: há um infiltrante da empresa entre os sete, resta ao grupo descobrir de maneira unânime qual deles. Roteiro show.

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