Carroças

Tílburi

No livro “A educação sentimental” (L’Éducation Sentimentale), talvez a obra-prima de Gustave Flaubert (1821 – 1880), cujo enredo se parece muito com algumas histórias de Balzac (1799 – 1850), lá pelao meio, a personagem principal, o ingênuo Frederico, observa os veículos que deixam um hipódromo.  Quando pensamos no século XIX, temos a tendência de achar que existia somente um tipo de carro: aquele puxado por um ou dois cavalos e que carregava de dois a quatro passageiros. Que nada. Havia inúmeros modelos e marcas, como acontece com os automóveis de hoje. Carruagens, caleças, tílburis, diligências, fiacres, briskas, wurts, tendems, dog-cats, carroças, carripanas, cupês, seges e assim por diante. Uma busca no google e já percebemos que um é completamente diferente do outro. Caleça é uma carruagem de dois assentos, puxada por dois cavalos. A carruagem parece ser um veículo mais nobre, pois possui uma suspensão muito avançada, que ameniza os solavancos provocados por ruas irregulares. Já o tílburi é um carro com dois assentos e duas rodas, tracionado, normalmente por um cavalo. As diligências eram veículos maiores, pesados, capazes de transportar até 14 passageiros, geralmente puxadas por quatro mulas. Fiquei tão interessado no assunto que corri a procurar livros sobre carroças, mas não encontrei nenhum em nenhum dos idiomas que conheço. Se alguém souber, por favor, me avise.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s