Lovelock

Gaia: alerta final

Lendo este último livro do James Lovelock, “Gaia: alerta final”, descobri muita coisa. Descobri por que a energia eólica não é limpa e nem sustentável, por exemplo. E também que estamos caminhando para um fim, nós humanos. A Terra, como afirma o cientista, vai continuar.  Uma frase do livro resume a força de nosso planeta: “Devemos ter sempre em mente que é arrogânia achar que sabemos como salvar a Terra: nosso planeta cuida de si próprio. Tudo o que podemos fazer é tentar nos salvar.” Fantástico, não? Isto é, segundo a Teoria de Gaia, nosso mundo estaria dando uma forcinha aos homens, acelerando o processo de aquecimento global. E tudo está aquecendo, só sendo louco para acreditar no contrário. A raça humana é muito nova, se compararmos com a idade da Terra, o que quer dizer que o planeta vai fazer de tudo para acabar com aqueles que não souberam cuidar dela. Eu não sou tão pessimista assim, embora concorde que esse pessimismo faz bem aos homens, que só agem em situações críticas. Penso que o mundo como o conhecemos hoje deixará de existir em breve e que alguns milhares de seres humanos sobreviverão. Isso se Gaia for condescendente conosco.

Elvira Vigna

No outro blog fiz um comentário sobre o novo livro de Elvira Vigna, “Nada a dizer”.  Aos poucos vou tentar retomar este outro site, uma vez que há várias obras sobre as quais gostaria de falar.

Internet

Tenho trocado mensagens há algum tempo com o escritor Duílio Gomes. Ele me relata a dificuldade de conseguir informações para seu conto “Todos os insetos”, lá nos anos oitenta. Teve de ficar semanas enfurnado em uma biblioteca pesquisando nomes científicos de invertebrados. Hoje estamos a um clique destas informações. A Internet facilitou muito a nossa vida. A tecnologia também, mas nem sempre. Enquanto aguardava em uma repartição pública, já informatizada, com um painel enorme piscando senhas, pensei que a corrupção não está somente no serviço público. Ela também contamina as indústrias, a iniciativa privada, como chamam. Nem vou ser ingênuo e argumentar que é culpa do brasileiro. É a natureza humana mesmo: há corrupção no mundo inteiro. Aí, divagando, lembrei-me do cantor Cat Stevens, cuja música eu ouvia muito o final dos anos 1970. Hoje o cantor se chama Yusuf Islam, pois se converteu ao islamismo em 1977. Aos poucos ele vinha se afastando do mundo da música, decepcionado com as falcatruas das gravadoras. A música “Just another night”, do álbum “Back to earth”, de 1978 conta toda essa história.