Quilômetro zero

Cartaz do filme "Quilômetro zero"

Ontem passou o filme “Os embalos de sábado à noite” (Saturday Night Fever, 1977) no TC Cult. É um clássico, já revi umas quatro vezes e não me canso de assistir ao (Tony Manero) John Travolta dançando na 2001 Odissey. A parte em que ele tenta estuprar a Stephanie (Karen Leen Gorney) no carro do companheiro e depois começa a ter um ataque de pânico, culminando com o acidente/suicídio do amigo Bobby, é fantástica, mesmo para as limitações do Travolta e do diretor John Badham da época. Aliás, existe um filme muito legal, Tony Manero, de 2008, sobre um serial killer obcecado pela dança que rolava na boate Odissey.

Sobre outro assunto, ontem resolvi fazer uma pesquisa na Internet a respeito da tilma de Guadalupe. É uma história impressionante. O problema é que a Internet não é uma fonta nada confiável para pesquisa e todas as informações que consegui foram em páginas religiosas. Para quem não sabe o que rolou, eis aqui uma página legal para lê-la. Só para fazer um resumo: a pintura impressa de Nossa Senhora no manto tem quase 500 anos, está flutuando a uma distância de 3 décimos de milímetros do tecido, se mantém à mesma temperatura do corpo humano. Os olhos da santa se comportam como um olho vivo e, quando aproximaram um estetoscópio da barriga da Nossa Senhora (sabe-se lá por que alguém teve essa ideia), perceberam um coração de criança pulsando 115 vezes por minuto. A tilma se encontra hoje na cidade do México e qualquer um pode vê-la.

Esta semana eu vi também o filme “Quilômetro zero” (Kilomètre Zero), que é muito bom. É sobre a recente guerra no Iraque. Um soldado curdo recebe a missão de levar o corpo de um companheiro para os familiares. Só que é uma viagem longa, que vai durar mais de um dia e o soldado morto viaja em um caixão que está amarrado ao teto de um carro. Há uma cena que é uma metáfora do que foi a devastação: os três (motorista, soldado vivo e soldado morto) precisam atravessar uma cidade para continuar a viagem. Só que há uma barreira e os responsáveis por ela não os deixam passar, pois os habitantes podem ficar deprimidos ao ver um morto pelo conflito passando. Então eles têm de esperar em um pátio. Ao se aproximarem do local em que deverão passar o dia (poderão atravessar somente durante a madrugada), veem dezenas de carros com caixões amarrados em seus tetos, esperando o momento de seguir viagem. Quando finalmente chega a hora, uma fila enorme, assustadora, de carros com caixões começa a andar e uma cidade preocupada, insone, presencia o cortejo. Só esta cena já vale o filme.

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