Três filmes

Robert de Niro em New York New York

Vai que alguém fica entediado com a programação da TV aberta para o réveillon. Amanhã (30 de dezembro) no Telecine Cult, às 22 horas, Oldboy (2003). O filme é fantástico, irretocável. Dirigido pelo sul-coreano Chan-wook Park, a história ganha muito com a atuação de Min-sik Choi. Dá para encontrar o filme em uma boa locadora também. É o segundo da Trilogia da Vingança (o primeiro é Sr. Vingança e o último Lady Vingança) e na minha opinião o melhor, tanto pelo roteiro surpreendente quanto pelos cenários e atuações. Aconselho que ninguém leia a sinopse e vá direto ao filme. Recomendo também o “Testemunha de acusação” (Witness for the prosecution, 1957), do genial Billy Wilder. Wilder quando se juntava ao Charles Laughton era para fazer história. Em ambos os sentidos. Reviravoltas, atuações memoráveis, diálogos de fazer inveja a qualquer escritor. Gosto de pensar que a história é de Agatha Christie e que os diálogos foram escritos por Larry Marcus, mas não posso afirmar. Se isso ainda não o convenceu, assista pela Marlene Dietrich. O terceiro é New York, New York, 1977, o mais subestimado filme de Martin Scorcese. No elenco: Robert de Niro e Liza Minelli. É incrível, mas até ela está bem no filme. São quase três horas para os que amam o Jazz e uma história bem contada. De Niro interpreta Jimmy Doyle, um saxofonista egocêntrico e genial. Minelli é Francine Evans, uma cantora afinada. Scorcese fez uma dura crítica aos musicais e utilizou a maneira menos propícia para levar a cabo tal crítica: um musical. Ok, mas um De Niro inspirado vale a pena. Evans é dependente de Doyle porque reconhece que ele é que tem talento. Claro que ela será iludida pela indústria e terminará por pensar que tem lá os seus momentos. Mas não tem: ela é só uma menina dócil com um rostinho que suscita a compaixão em qualquer um. Ele é um sujeito exigente, chato, viciado em trabalho e consciente de seu talento, o que o torna mais arrogante ainda. Ou seja: a indústria prefere a garota adestrada – aí a crítica. Ah, a trilha sonora? De John Kander e Fred Ebb.

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