Feira do Livro de Ribeirão Preto

Venho acompanhando a Feira do Livro em Ribeirão. Vou todos os dias.  Ontem vi o Moacyr Scliar, o Carlos Heitor Cony e o Márcio Souza. O Scliar falou sobre sua família, o pai imigrante, a mãe professora e como o livro era valorizado em sua casa: podia faltar comida, leitura não. Já a fala do Cony foi mais política, ele tentando explicar os motivos pelos quais recebe pensão do governo. Uma das razões: por ter perdido empregos em jornais quando fez críticas ao regime militar na década de 60. Contou a história das duas filhas, que por pouco não foram sequestradas por gente da marinha (elas tinham à época 9 e 12 anos e estudavam na mesma escola). Depois o Márcio e sua Amazônia. Defendeu o teatro, argumentou que hoje as pessoas não assistem mais a peças como faziam antigamente e que o melhor público atualmente é o de classes mais baixas. Explicou: a classe média fica entediada com peças longas (60 minutos é o máximo que suportam) e os mais pobres não, aguentam firmes um Shakespeare de três horas e que é preciso então trazer esse pessoal mais vezes ao teatro.

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